[FP] Nikoalevna, Cassy

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[FP] Nikoalevna, Cassy

Mensagem por Cassy K. F. Nikoalevna em Sab Ago 17, 2013 6:29 pm



Cassy Kauffman Flamel Nikoalevna
Bad Girl | drogados| Holland Roden | 18 aninhos

Segredos:


-Seu maior segredo é que apesar da personalidade louca, ninfomaníaca, metida e esnobe, a garota ainda guarda o urso de pelúcia que tinha quando pequena como um símbolo da infância que não teve.
-Cass, em consequência de sua infância deturpada e sua estranha relação com sua mãe, possui um absurdo medo de ficar sozinha ou ser abandonada, portanto tenta se manter afastada de todos para não se apegara eles.
-Cassy não tem sonhos, nem acha que deve ser pois teme o desapontamento caso não haja uma concretização do mesmo.
-A ruiva se corta quando tem os sentimentos feridos

Personalidade:


Fria, manipuladora, sedutora, vadia e sem escrúpulos...E acredite ela é a parte boa da família. É desequilibrada emocionalmente, seu mau humor constante vive afetando sua relação com as pessoas e ela não costuma - e nem faz questão de ser simpática com qualquer um-, o que quase sempre é visto como arrogância. Uma menina revoltada que acha que tudo o que faz é certo. ‎Tem fetiches um tanto estranhos quando a questão é matar, sempre tem fantasias com isso e chega a ter orgasmos enquanto enfia uma faca na garganta de alguém qualquer. Fracasso é uma coisa que a morena não admite e quando ocorre ela sempre recorre a uma lamina. Muitas pessoas afogam suas magoas em bebidas, mas Cassy não, quando ela se magoa ela mata ou então transa, depende muito de seu humor. Na maioria das vezes faz os dois, primeiro transa com sua vitima e depois se deleita com sua morte lenta e dolorosa, gritos são como música para os ouvidos de Cass seja eles de prazer ou de dor.

História:


Há sempre um caminho a seguir, uma página é escrita, tudo são meras possibilidades, quão grande é inocência, de quem do próprio destino não tem consciência, o destino é cego. Quem de vós desconfiai? Ele sempre sabe o caminho, mas nunca vê para onde vai. Todos os caminhos pertencem ao destino. E foram traçados antes e depois de acontecerem. O tempo é apenas um mero detalhe.
Assim como o destino da maior parte da população, o de Cassydin também fora traçado quando esta era apenas um bebê.
Antes de tudo queria dizer que Cassydin nasceu e cresceu na histórica cidade de Sófia, foi criada por sua mãe e seu padrasto. Junto de sua "irmã"... Agora vamos ao que interessa, que a história comece:




Dream




Encarou as árvores secas com os olhos estreitos e lábios pressionados. Definitivamente não estava em casa. Riu sarcasticamente e observou as roupas escuras que sempre vestia...o que comprovava ainda mais sua teoria. Um sonho? Provavelmente. Ou talvez estivesse viajando de novo, mas seus pensamentos nunca ganhavam forma daquele jeito, por mais viajada que estivesse. É, definitivamente estava em um sonho. Deu um passo a frente com seu sorriso ganhando um ar divertido enquanto caminhava pela grama queimada. As casas estavam todos destruídos, sem exceções e em algum canto ali que ela evitou olhar novamente haviam corpos.
Era tudo muito mórbido. Ela sempre gostou da morbidez, mas era estranho ver a vila daquela forma. Definitivamente.
Um vento bateu lhe trazendo o cheiro de fumaça e algumas cinzas e ela se restringiu a seguir essa trilha deixada pelo aroma. Não se apressava e seu ritmo era calmo demais para alguém que via todas aquelas atrocidades em silêncio. "Esse é seu interior" Disse uma voz grossa e masculina em sua cabeça. Parou e olhou em volta e não viu ninguém. Suspeito. Ignorou e voltou a sua caminhada, sendo novamente interrompida pela mesma voz.
"Inconfiável. Fria. Macabra. Má. Falsa." Reconhecia aqueles adjetivos e eles se lançaram sobre ela como uma flecha lhe acertando tão fortemente que ela se manteve paralisada, olhando para o céu cinzento daquela estranha manhã. O ar estava pesado e possuía um cheiro de podridão. Não, aquele não podia ser seu interior. Ela é fria e não costuma confiar nas pessoas, além de se esconder atrás de algo encantado. Mas ela não era podre daquela forma. Era a visão dos outros sobre ela? Não, era seu sonho. Nada além de um sonho, não se deixe abater, era o que ela dizia para si mesma.
Mas ela reconhecia sim aqueles adjetivos. Eram os direcionados para si quando mais nova. "Sádica. Sem coração. Anti-social. Demônio" Ela não conseguiu evitar se encolher um pouco. Um vento frio passou por ela, lhe arrepiando e a fazendo se sentir mal. Como se aquele vento trouxesse algo além daquela friagem... Algo mais. Algo além."Pobre sombra envolta em escuridão." Agora era a voz de uma garotinha, mas era uma voz sem emoção, talvez uma voz acostumada a ver tantas mortes que a ruiva não conseguiria contar.
"Tuas ações trazem dor e sofrimento à humanidade." Ela estava reconhecendo a voz e as citações. Ergueu a cabeça e olhou novamente em volta, não se deixando abater. Não passavam de memórias. Confusas, emboladas e colocadas em um local estranho, mas memórias. Os adjetivos dados pelos seus colegas... Sim, apenas um sonho. "Tua alma vazia afoga-se nos teus pecados" Um sonho muito real. Viu um olho gigante surgir no céu e as memórias finalmente tomaram forma. "De que forma desejas ver a morte?"
Talvez ela mesma tivesse esquecido que havia sofrido. Ou talvez tivesse apenas escolhido esquecer ou substituir toda aquela dor por algo mais feliz. Era isso que fazia todos os dias, não? Ser forte. Viu com uma vagarosidade torturante um passado distante voltar à sua mente, quando ainda era uma menina de 13 anos,com seus colegas a olhando de forma estranha enquanto se via, tão pequena e frágil em um canto com suas roupas escuras. Não que ela colaborasse para ser querida já que nesta época sempre optou por se isolar o máximo possível de tudo e todos. Ela queria que alguém tentasse a aproximação, tentasse o primeiro passo. Alguém que talvez gostasse dela, quem sabe. O simples fato de ser diferente, de não ser vista com desejo que fizeram com que ela fosse denominada de coisas que ela não é e nunca foi e provavelmente nunca será, como inconfiável.
Mãos saíram do chão, almas atormentadas se retorcendo nas sombras a agarrou e começaram a a puxar para baixo, pelos lados e até seus cabelos, lhe causando uma dor muito grande além de ferimentos de arranhões e a sua roupa agora estava em farrapos.
Então, o cenário mudou. Era um momento feliz entre sua mãe, ela e sua irmã. Era uma boa memória, sem dúvidas. Então, porque ela estava ali? Como se lesse seu pensamento - se achou tola por usar esta expressão, é óbvio que leu seu pensamento considerando que é tudo parte de um sonho, saíra de sua cabeça, afinal - o cenário começou a escorrer, como tinta fresca. Aliás, o cheiro de tinta estava lhe atordoando os sentidos. Olhou para o lado e como se estivesse dentro de um quadro ela viu seu pintor sorrir macabramente com seus dentes podres.
Foi naquele momento em que ela finalmente sentiu falta de algo. Estendeu a mão e a região a sua frente tremulou. Uma passagem. Se jogou na passagem, sendo automaticamente mandada para outra cena. Reconhecia aquela cena, reconhecia ela bem.
Era, literalmente, o momento de sua morte.
Um acidente. A casa onde moravam queimada. Uma sobrevivente. Foi então o inicio da tragédia. Era o fim e ao mesmo tempo o inicio de sua vida. Era algo tão paradoxal. Ela estava no escuro, até que um clarão azulado surgiu. Um clarão que ela reconheceu logo que abriu os olhos e viu seu pai com os resquício do seu momento de amargura escondidos por um tipico sorriso prepotente com quem diz "Eu posso tudo", Mas ele não podia. E jamais poderá fazer nem um terço do que queria. Uma troca equivalente, era tudo que elas precisavam. Um sentido perdido e um membro deixado para trás, isso resultou em sua fuga de casa e, mais tarde, à nova condição que seria obrigada a viver.
No instante seguinte,caiu em um buraco em algum momento de distração e foi parada apenas pelo chão. Era o vazio. Não, não era o deserto, não era areia que tinha abaixo de seu corpo, eram cinzas. Cinzas de memórias queimadas, sentimentos queimados, ela queimada. Lágrimas escorreram e ela se deixou cair, derrotada. Tudo só se cessou quando ela despertou.

A cria ferida

Cassydin realizou sua primeira grande tentativa de suicídio. Estava sozinha em casa, no seu quarto, apenas a ruiva e seu gato Tommy. Parecia o momento mais apropriado, pois ninguém veria, ninguém sofreria, ninguém poderia a salvar...
Escreveu uma mensagem para uma das únicas pessoas que sabia que ficariam tristes a sua ausência -sua irmã desaparecida- mas foi incapaz de enviar, se ela lê-se poderia informar alguém e ficar angustiada com o bem estar da ruiva. Então Cassydin deixou a mensagem salva como rascunho e foi para a sala com o celular, onde destacou uma folha do bloquinho e escreveu em preto “ENVIE A SMS''. Deixou a folha amarela sobre o celular e tremula seguiu ao banheiro já que sabia que o que procurava estava lá.
Dedilhou os vidros laranja de remédio pegando cinco ou seis diferentes e os ingeriu duma vez. Abriu o chuveiro entrando abaixo dele, mesmo vestida, e se encostou na parede caindo ao chão enquanto sentia a água quente escorrer por seu corpo, fazendo com que se sentisse limpa e pura. Cada toque deles iam sumindo, fazendo ela se sentir mais e mais leve. Suas vozes já estavam tão distantes de Cassydin pedindo para que ela que unisse a eles... Para que ela se estregasse por completo.
As memórias foram ficando turvas em sua mente e tudo que ela fora capaz de ver era a escuridão se aproximar, podendo então sorrir, sendo capaz de sorrir novamente, pois o proibido nunca mais a alcançaria, nada poderia mais a alcançar, ou poderia?
Se pudesse ela tinha outras armas. Se levantou cambaleando do chuveiro e o fechou saindo ensopada para seu quarto. Se lembra de ter escorregado e batido as costas ao chão, aquilo havia doido, mas qualquer dor era melhor e mais suportável que a dor psíquica.
Ao fundo de sua gaveta, aquela qual eu havia arrumado esses dias, havia uma ampola. Uma ampola contendo um líquido branco que iria a ajudar, afinal, quantas pessoas já morreram de overdose? Uma adolescente como ela não faria diferença alguma, ou faria?
Quem iria querer te salvar Cassydin? Essa era a pergunta que rodava em sua mente sendo capaz de te deixar zonza. Mas havia uma pergunta a ser respondida antes: Você quer ser salva, little angel? Creio que à muito já desistiu da sua própria salvação, mas continuou forte para os outro, apenas por eles pequena, certo?
A agulha da ampola já estava cravada a sua veia e o sangue fluía para dentro da seringa que ainda não havia sido empurrada. Seus dedos eram trêmulos, mas você não queria mais a salvação a estava jogando fora para quem sabe um dia, os atingidos por você não a perdoe. Seus dedos se afirmaram na ampola e o líquido branco que por ela saía fazia você queimar por dentro, mas a sensação de prazer aos poucos se tornou extrema e absoluta.
Oh Cassydin, você acaba de ferir o coração dele, mesmo que ele não saiba o que você acaba de fazer. Você deu a última apunhalada no coração de seu pai. Pelo que bem me lembro a sua promessa era essa. Se manter longe do que te fazia mal, não era pequena? Mas tem horas que tudo de leva a desistência e então se desiste de tentar. E essa hora enfim chegou para você Cassy.
Depois de tantas juras de amor quebradas. Depois de ter o coração ferido tantas vezes e sempre ser quebrados em minúsculos pedaços. Ah, chega uma hora que não existe mais concerto, a não ser a morte. Tão fria, calma e indolor a algumas pessoas. Mas você quer sentir dor pequena, a dor te acalma. A dor e o teu sangue escorrendo por seu corpo, ah, esses são os seus refúgios para a realidade que não lhe agrada Cassydin. Estou certa?
A escuridão agora sumia para dar lugar a uma vista turva e esbranquiçada. Seus olhos já não estavam em órbita, mas o sorriso só se alargava em seus lábios. Você já sentia o frio, sabia que a tão esperada hora de sua despedida chegava. Você sorri tentando se levantar do chão para se deitar na cama que a aguardava com lençóis vermelhos.
A seringa escorrega de seus dedos frágil indo parar ao pé da cama onde você agora estava. Você fecha os olhos ficando apenas a espera da morte. Mais alguns minutos e os remédios fariam efeito junto a droga que corria em suas veias, mas algo tirou sua concentração. Aquele aroma. O perfume que seu pai usava impregnava suas narinas e o rosto dele envolto de lágrimas veio a sua mente fazendo seus olhos se abrirem e em um salto você se colocar em pé. Como viveria sem cumprir a promessa de sempre levar flores ao túmulo? Como viveria sem ver as fotos antigas? Como viveria sem saber que um dia ele a amou mais que tudo?
O que você faria agora pequena? Como você mesma disse já não havia mais volta. Não havia mais salvação e se existisse você não a queria. Espero que tenha aproveitado cada segundo ao lado de seu pai, pois eles acabaram à tempos.

The beginning of a new order!

Sabia que havia desmaiado, mas aquelas paredes em cores negras não eram de seu quarto. Em um salto a garota se levantou da cama, abrindo os olhos e soube que tudo aquilo não passava de um sonho, ou uma lembrança trancada a sete chaves no fundo de seu consciente. No entanto ali estavam as marcas por seu corpo, então tudo foi real, não foi Cassydin?




PLAYER:Vick
IDADE:16 aninhos
CONTATO:MP 'u'

Kaleidoscopic para Source Code-




Última edição por Cassy K. F. Nikoalevna em Sab Set 21, 2013 10:07 pm, editado 2 vez(es)
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Re: [FP] Nikoalevna, Cassy

Mensagem por Convidad em Sab Ago 17, 2013 6:31 pm

Ficha Aceita,parabéns pela sua ficha e seja Bem-Vinda

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